Estrelas de Barolo
Sou um fã confesso dos vinhos do Piemonte, mas não é nada fácil encontrar bons Barolos e Barbarescos no Brasil com preços palatáveis. E, quando falamos de estrelas do Langhe, como Gaja e Roberto Voerzio, o negócio fica ainda mais complicado. Para viabilizar uma extravagante degustação como desta noite, o jeito é reunir os amigos que compartilham a mesma paixão.
O vinho que abriu a degustação, o Barolo Roberto Voerzio La Serra 1999, para mim foi o vinho da noite! Incrivelmente perfumado e elegante no nariz, com as típicas notas de pétalas de rosas, ameixas, framboesas, leve balsâmico, mineral e cedro. Concentrado, com taninos superfinos e macios, com um final frutado e muito persistente. Soberbo!
Já o segundo vinho, Domenico Clerico Barolo Pajana 2006, como era de se esperar, ainda é um vinho que está em sua juventude. Bouquet intenso, ainda marcado por um pouco de madeira, frutas negras, especiarias, baunilha e notas licorosas. Um vinho estruturado, taninos firmes que ainda arranham, com final potente e delicioso. Muito gostoso hoje, mas certamente esse Barolo ganhará muita fineza dentro de mais 5 anos.
Angelo Gaja, o nome elevou Barbaresco para o rol dos grandes vinhos nos cenário mundial, também fez bonito com seu Barolo Costa Russi 1996. Nada é obvio nesse vinho, com o passar das horas no decanter, revelou um nariz muito complexo e persistente. Num primeiro plano frutas negras como amoras e cerejas, mescladas com um toque floral e mineral. Na boca é pura harmonia, taninos finos e aveludados, com um final de boca frutado e de boa duração. Com mais de 15 anos, o vinho ainda esbanja vitalidade e frescor.
Para encerrar em grande estilo, um rótulo de fora da Itália, o delicioso Château Climens Barsac 1997. Perfeito equilibrio da doçura com acidez, garantindo o frescor caraterístico de um bom Sauternes. Muito intenso e perfumado, notas de abacaxi, damasco e flores. Para ficar na lembrança dos bons vinhos brancos doces.

















